O luto de um cachorro
A Cambalhota morreu. Já estava curtindo a aposentadoria há um tempo, nem fugia mais. Ou quando fugia, voltava rápido demais como quem estava achando um "tédio" a rua. Era até engraçado ela olhando pra nós com cara de "fecha de uma vez o portão". Lá se foram quase 13 anos desde que ela chegou, ainda filhote, com a língua semi roxa (era filha de uma chow chow com pai desconhecido). Já tem alguns dias que ela partiu, informei apenas os mais próximos justamente para evitar lamentos. É claro que fico triste, quase 1/3 da minha vida ela foi protagonista do meu cotidiano. Isso é confirmado todos os dias nas lembranças do Google fotos. Por outro lado, morrer é uma certeza (a única, aliás). Prefiro direcionar os pensamentos para um "que bom que ela viveu", porque no final foi isso mesmo que aconteceu. Cambalhotamos! Dado o contexto, quero falar sobre algo que nem sei se realmente existiu ou é algo montado na minha cabeça: o luto de um cachorro. Na frente da casa d...